Comida japonesa caseira (e boa ; )

•4 04UTC junho 04UTC 2009 • Deixe um comentário

Principalmente para os amantes da gastronomia, umas das impressões mais fortes e emotivas são as lembranças dos pratos feitos por nossas mães, avós e até as bisavós.

Para uma criança, todo o ritual do preparo do prato, das orientações e a face sempre sorridente da avó são, muitas vezes conseguem ser mais marcantes que os aromas e sabores daqueles doces e salgadinhos únicos (que só uma avó sabe fazer :)

 

Qual foi a minha surpresa, ao encontrar um restaurante japonês “das antigas“, que tem em seu cardápio pratos típicos, que lembram os pratos feitos pelas “batchans”.

No “Restaurante Hisa”, não tem nada de sushis ou temakis da modinha, mas sim, pratos caseiros e feitos na hora.

A decoração é tradicional, seguindo o padrão dos pequenos restaurantes japoneses, tendo uma área de tatami, e o balcão (que é o lugar mais disputado).

Como todo bom restaurante japonês, ao se sentar, lhe é servido a toalhinha quente e chá verde verdadeiro.

As entradas e tira-gostos, normalmente são conservas [tsukemono] de bardana [gobo], pepino ou cenoura de sabor acentuado, mas não muito ácidos, o que realça o sabor dos legumes.

Já os pratos principais são, na hora do almoço são principalmente os teishokus do dia e tempuras, com legumes e peixes frescos (para se ter uma idéia, é comum você encontrar gerentes/diretores de multinacionais,  funcionários do consulado japonês e jovens do intercâmbio comendo e conversando com os donos do restaurante).

Mas é na janta que os pratos caseiros se apresentam!
O primeiro prato a entrar na minha lista é o conhecidissimo (mas muitas vezes desprezado) missoshiru. Aparentemente simples, mas muito bem feito, com um sabor suave. Sempre acompanhado de tofu e kombu [algas marinhas]. E se der sorte, você pode pegar o dia que o missoshiru com vongole.

O segundo prato são os  sobas, tanto o zaru-soba [macarrão de trigo sarraceno] quanto o tya-soba [macarrão de trigo sarraceno com chá verde na massa]. O tempero deles é simples, mas muito caprichado, tendo até shisso [manjericão japonês].O terceiro prato são os udons [sopa com macarrão grosso]. O sabor do caldo é leve, sem excesso de sal; bem temperado, mas não é um sabor enjoativo. A massa é importada, sendo leve e consistente.

Tya-Soba

Tya-Soba

  

Unajû

Unajû

E o quarto prato é uma iguaria que pouco restaurantes japoneses em São Paulo servem: o Unajû [enguia grelhada com molho tarê] e arroz. Este prato possui um sabor singular, que é forte, mas não é enjoativo. E o molho que acompanha é levemente adocicado, que contrabalanceia o sabor do peixe.

 

Bem, para aqueles que procuram fugir dos sushis e temakis “genéricos” ou buscam conhecer ou relembrar os pratos típicos/caseiros da culinária japonesa, este é um ponto obrigatório.
(Ah, quase ia me esquecendo: o atendimento também é das “antigas”, com pessoas educadas e super simpáticas, sempre de bom humor : ) 

 
Detalhes:
Local
: Hisa Lanchonete e Restaurante
Localização: Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 2367, São Paulo, SP
Telefone: +55 (11) 3284-3542
Horário: das 11h45 às 14h30 e das 19h00 às 22h00

Cerveja: Strong Suffolk

•3 03UTC março 03UTC 2009 • Deixe um comentário

Em terras tupiniquins é bem difícil achar uma cerveja diferente da boa e velha Pilsen, a clara carinhosamente apelidada de “loira” em grande parte do país.

Para quem se dedica a esta jornada há boas recompensas como a Strong Suffolk, engarrafada pela Greene King, conhecida cervejaria Inglesa.

A Strong Suffolk é uma mistura de duas cervejas: uma Vintage Ale, que possui um processo de maturação de 2 anos em barris de carvalho; e best Pale Ale, uma categoria abrangente de cervejas.

A primeira impressão é a aparência translúcida e castanha. Com espuma espessa e saborosa se servida adequadamente.

É uma cerveja de sabor acentuado de caramelo, açúcar queimado e notas de café torrado. É, na minha opinião, para ser tomada em goles generosos, acompanhando carnes defumadas ou queijos cremosos.

O gosto residual é esfumaçado e levemente amargo.

Cerveja Strong Suffolk

Cerveja Strong Suffolk

Como aviso, deixe-a como uma de suas últimas degustações, seu sabor característico e graduação alcóolica geralmente mascaram o sabor de outras cervejas.

Onde tomar:

Empório Santa Maria: Av. Cidade Jardim, 790

Bar Asterix: Al. Joaquim Eugênio de Lima, 573

Jazz Burger- Hamburgueria de primeira em São Paulo

•23 23UTC fevereiro 23UTC 2009 • 10 Comentários

Há algum tempo postei no meu twitter que estava em busca do lanche ideal, algo que fosse o tradicional simples e saboroso ou que explorasse novas combinações. O Manoel me respondeu que também estava na mesma pegada, na saga pelo lanche caprichado, falei pra ele que eu ainda precisava conhecer a Hamburgueria Nacional e que achava que as minhas expectativas seriam satisfeitas lá.

Até agora, experimentei o Joakin’s, A Chapa, Big X-Picanha e outros por aí que nem vale a pena serem citados. Mas mesmo no Joakin’s em que esperava um lanche diferenciado, recebi um lanche no saquinho acompanhado de uma maionese especial sem graça e com um bacon tão salgado que me ajudou a ganhar um 2kilos com retenção de liquídos rs…ruim não é, mas não é bom e não é um preço justo, é preço da fama!

Na última sexta-feira fui conhecer um lugar que abriu perto de casa faz alguns meses e que me chamou a atenção pelo cardápio variado e combinações interessantes de lanches, o Jazz Burger. O cardápio é bem elaborado, dá pra perceber o cuidado na elaboração, os pratos receberam o nomes de figuras do Jazz como Chet Baker(150gr. hamburger de carne, provolone, bacon, ovo, tomate, alface, maionese e pepino + fritas = R$ 13,40). Tem lanches e pratos para almoço, lanches com hamburger, bierute, hotdog, naturais, saladas e porções.

Voltando ao que interessa, dividi um lanche com outra pessoa e assim pude experimentar dois sabores. Antes dos lanches nos trouxeram um molho especial, que lembrava um molho de barbecue só que mais suave e era caseiro, ele provou ser muito bom e ótima companhia com o catchup da Heinz. O lanche foi uma grande surpresa, veio bem apresentável, já cortado ao meio e servido no prato acompanhado das fritas. O pão do lanche é um pouco tostado com marcas de uma grelha, e fica mais consistente e crocante, fica soboroso e evita que o lanche se esbugalhe e sobre só o hamburgue na sua mão.

O lanche cortado deixou suas camadas bem visíveis, empilhadas com cuidado uma após a outra. Acho que o hamburgue não é  industrial e a carne é bem temperada, saborosa e sequinha. No lanche que acompanhava bacon, o bacon é carnudo e saboroso, sem aquele excessos de gordura dispensáveis e desta vez não me matou de sede depois. O outro lanche acompanhava berinjela e abobrinha grelhadas, e vieram no ponto certo.

Acho que não cabe mais explicações, afinal cada um tem o seu paladar e para o meu as combinações ficaram ótimas. Preferi o lanche Bossa Nova, deve ser a minha tendência para sabores mais condimentados, picantes, etc. Os lanches que experimentei:

Jazz Burger - 150gr. Hamburguer de carne, queijo prato, combinado com rodelas de berinjela e abobrinhas grelhadas, maionese e cebolas do mediterrâneo na chapa) acompanha fritas R$ 14,30

Bossa Nova – 150gr. Hamburguer de carne, queijo prato, bacon, rúcula, tomate e maionese) acompanha fritas R$ 12,50

Se você também está nessa pegada do lanche perfeito, o Jazz Burger tem que ser parada obrigatória pelo menos uma vez pra ter certeza que você não está perdendo algo. Em breve estarei lá pra conhecer o resto do cardápio!

Jazz Burger

Fone: 3263 0200

Av. Brigadeiro Luis Antonio, 1740

Fundos – Bela Vista

Happy Hour – Aceita Reservas

Segunda a sexta – das 11:30 às 15 hrs e 18 às 22hrs

Sábado, domingo e feriados – 18 às 23hrs

Degustação: Vinho “Magnoble”

•9 09UTC fevereiro 09UTC 2009 • 2 Comentários

Olá pessoal,

O primeiro post do ano sobre vinhos irá falar do “Magnoble”, da produtora Tresch. Este é um vinho tinto francês, da região de “Bourgogne”, sendo uma combinação de uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot.

O que me chamou a atenção neste vinho foi o valor promocional dele, que custava R$ 5,12. Como “A curiosidade matou o gato”, eu comprei para ver o quanto valia…

Ao ver o rótulo da garrafa, vi que ele não apresentava nenhuma denominação de origem controlada  (a Vin de Appelation de Originé Controllé – AOC). Mas o primeiro item “notável” foi à apresentação da garrafa. Ela estava bem suja, com grossas crostas de pó.
O segundo item “notável” foi ao sacar a rolha. Ela quase se quebrou ao meio, rachando-se em diversos pontos, e deixando muitos fragmentos colados na garrafa. O aroma da rolha era bem fraco, mas levemente adocicado.

Já a cor do vinho era bem suave e clara, beirando o aguado, com uma cor que lembrava “suco de groselha”. O aroma do vinho é fraco e muito sutil, apresentando um leve aroma de frutas.
O sabor dele é igual ao aroma, mas infelizmente, ele deixa um sabor amargo no final.

Vinho Magnoble [Pelas impressões tidas até agora, pode parecer que este vinho não se vale a pena. Mas ele também tem as suas vantagens =P].

Com um pouco de imaginação, a esposa de um amigo meu fez umas batidas de frutas. Uma outra amiga fez um ótimo strogonoff, com o Magnoble dando um sutil aroma diferenciado. E eu comi um tender cozido com ele, e ficou ótimo. Super macio e com um ótimo aroma! E sem falar que ele também serve como presente para aqueles colegas “entendidos de vinhos” que gostam de se gabar que tomam vinho frances.

Concluindo, para um “enochato”ou para cozinhar, este é um excelente vinho, com ótimo custo beneficio.

Agora, se for para degustação, com certeza ele não é uma boa opção…

Link:

http://74.125.47.132/search?q=cache:C7UH4cNGvJMJ:expand.americanas.com.br/controller.asp%3Fprod_id%3D21987%26acao%3Ddetalhes%26associacao%3D%26origem%3Dlojavirtual+magnoble&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a

Sinuca no Bilhar da Dona Mathilde

•27 27UTC janeiro 27UTC 2009 • 2 Comentários

Me perdooem se estou errado, mas é uma percepção pessoal. Até onde sei a sinuca é estratégia usada para esconder da visão direta do jogador oponente as suas bolas, assim ele precisa usar as bordas para indiretamente achar uma trajetória até a bola.  A sorte é importante!

E o jogo, o Bilhar é o bilhar que pra ser jogado precisa de uma boa mesa e boas companias para o bate-papo descontraído entre uma jogada e outra ao redor da mesa. Ha, aqui rola o estrangeirismo e também encontrará o nome Snooker.

Na semana passada estive com uns colegas no bilhar Dona Mathilde, que fica na Av. Pompéia. A localização é ótima, sem transito na região e de fácil acesso para quem pretende ir até o metrô Vila Madalena e completar o percurso apé ou de táxi.

O ambiente do bilhar é agradável,  as mesas são bem distribuídas e no máximo uma lateral da mesa fica mais próxima da outra, assim você evita de acertar o cara da mesa ao lado e começar uma daquelas brigas de pastelão americano em que todos do bar saem na porrada! rs… Próximo as mesas de bilhar há mesas grandes para colocar seus aperitivos,  cerveja e servir de banquinho de espera dos amigos que estão de próximo na rodada.

Se pretende jogar bilhar,  vale a pena fazer uma visita no Dona Mathilde, o ambiente é bom para ir com os amigos, com a namorada e  suas porções são generosas. No cardápio além das tradicionais porções, você encontrará alguns lanches, uma carta pequena de vinhos, cervejas e destilados.  Ponto negativo para as opções de cerveja que poderiam ser mais variadas, como oferecer a Eisenbahn, Devassa, etc…estas cervejas mais encorpadas. As opções lá são Heineken, Stella  Artóis  e uma outra importada que esqueci o nome.

O local não tem muitas mesas, então se pretende chegar tarde ou com bastante gente é bom fazer uma reserva antes. Caso pretenda ir antes das 20hrs acesse o site e imprima um cupom promocional para pagar 1hr de mesa a cada 2hrs.

http://www.donamathilde.com.br/

 
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